A estadia mensal em São Paulo cresceu de forma consistente nos últimos anos, puxada por dois movimentos que acontecem ao mesmo tempo: o retorno das empresas ao trabalho presencial, que aumentou o fluxo de profissionais em deslocamento temporário, e a preferência crescente por um formato de hospedagem mais flexível do que o contrato tradicional e mais completo do que um quarto de hotel. Segundo dados citados pela NR Advocacia, escritório especializado em direito imobiliário, a locação por temporada em São Paulo cresceu mais de 30% entre 2023 e 2025, com base em informações de plataformas como Airbnb e Booking. Abaixo, detalhamos os números por trás dessa mudança e quem está adotando esse modelo.
O crescimento não é percepção, é mensurável em diferentes fontes. Um levantamento da Brain Inteligência Estratégica, citado pela Style Brokers, mostra que o aluguel por temporada já representa 3,7% das moradias em São Paulo, um número que pode parecer pequeno isoladamente, mas que reflete uma mudança de comportamento: esse modelo de locação deixou de ser restrito a cidades litorâneas e passou a crescer também nos grandes centros urbanos, impulsionado pela expansão do trabalho remoto e híbrido nos últimos anos.
O mesmo levantamento cita um estudo do FGV IBRE em parceria com o QuintoAndar, que mostrou rentabilidade média de 19,1% ao ano no aluguel residencial em regiões metropolitanas como São Paulo, somando valorização do imóvel e ganhos com locação. Esse cenário tem atraído tanto novos investidores para o mercado de aluguel quanto novos formatos de operação, entre eles os apart-hotéis com gestão profissionalizada, que unem a praticidade do hotel à estrutura de um apartamento completo.
Existe um fator adicional que ajuda a explicar por que a demanda por estadias mensais aumentou justamente agora: o mercado corporativo de escritórios em São Paulo. De acordo com dados reunidos pelo portal OPovo Trends, o mercado corporativo da cidade fechou 2025 com 10,3 milhões de metros quadrados ocupados, o maior volume já registrado. Uma pesquisa do Insper em parceria com a consultoria Robert Half, citada na mesma reportagem, mostra que mais da metade da jornada semanal dos brasileiros já voltou a ser cumprida dentro das empresas, o que confirma um movimento que já discutimos em detalhe no artigo sobre por que morar perto do trabalho voltou a fazer diferença.
Esse retorno ao presencial não afeta só quem mora na cidade. Ele também aumenta o número de profissionais que precisam se deslocar temporariamente para São Paulo, seja por um projeto de alguns meses, uma transferência entre unidades da empresa ou um período de adaptação antes de uma mudança definitiva. Para esse público, nem o hotel tradicional nem o contrato de aluguel de 30 meses fazem sentido, o que abre espaço justamente para o modelo de estadia mensal.
Analisando o perfil de quem busca esse tipo de hospedagem, quatro grupos aparecem com mais frequência:
Em todos esses casos, o ponto em comum é a necessidade de flexibilidade sem abrir mão de conforto, o que explica por que esse formato de hospedagem cresceu mais rápido do que o aluguel tradicional nos últimos anos.
Colocando as três opções lado a lado, fica mais claro por que a estadia mensal ganhou espaço:
Para quem está avaliando essa opção pela primeira vez, alguns pontos ajudam a decidir melhor:
O Noon foi pensado justamente para esse tipo de demanda. Com unidades no Noon Vila Madalena, em Perdizes, e no Noon Higienópolis, o empreendimento oferece apartamentos mobiliados e prontos para morar, com estadias flexíveis que vão do mensal ao contrato mais longo, sem abrir mão da localização estratégica perto de polos de trabalho e de transporte público. Para quem busca esse equilíbrio entre praticidade e padrão, vale também conhecer o artigo sobre studios mobiliados para alugar em SP e sobre a hospedagem em Higienópolis.

O crescimento das estadias mensais em São Paulo não é uma moda passageira, é reflexo direto de como o mercado de trabalho e o mercado imobiliário estão se movendo juntos: mais gente precisando estar fisicamente na cidade, e menos gente disposta a escolher entre a rigidez de um contrato tradicional ou o custo de um hotel por semanas seguidas. O apart-hotel mensal surgiu exatamente nesse meio-termo, e é essa a proposta do Noon em Perdizes e em Higienópolis.
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